domingo, 2 de março de 2008

ditados populares e piadas

é que se a vida
....................................................................................
peidos

Artista - Ensaia antes de peidar
Assassino - Enforca o peido
Atleta - Peida e sai correndo
Azarado - Vai peidar baixinho e acaba fazendo um estrondo
Cavalheiro - Responsabiliza-se pelo peido da namorada
Cara de pau - Peida e ainda reclama do cheiro
Cínico - Peida e pergunta quem peidou
Comodista - Peida sem se mexer
Convencido - Peida e diz que seu peido é o mais fedido
Corajoso - Avisa que vai peidar
Delegado - Prende o peido
Desastrado - Vai peidar e caga
Dinâmico - Peida a todo instante
Discreto - Peida sem fazer barulho
Distraído - Pergunta "Quem peidei?"
Educado - Pede licença para peidar.
Egoísta - Peida debaixo das cobertas para sentir o cheiro sozinho
Fingido - Peida e fica sério
Frustrado - Peida e não se sente satisfeito
Herói - Peida mesmo quando está com diarréia
Incendiário - Acende um fósforo antes de peidar
Indignado - Peida e não se conforma
Infantil - Peida na água para fazer bolinhas
Infeliz - Peida e se borra todo
Ingênuo - Peida e confessa que peidou
Injustiçado - Os outros peidam e põem a culpa nele
Insensível - Caga nas calças e pensa que peidou
Intelectual - Peida e diz que "expeliu gases"
Irresponsável - Está com diarréia e arrisca um peido
Leproso - Peida depois sai procurando a argola
Liberal - Peida na frente dos outros
Líder - Peida mais alto que os outros
Medroso - Peida baixinho com medo do barulho
Mentiroso - Peida e nega tudo
Metódico - Divide o peido em vários peidinhos
Músico - Peida em vários tons.
Oportunista - Aproveita o peido dos outros para soltar o seu
Orgulhoso - Caga, mas não peida
Patriota - Levanta para peidar
Político - Peida e promete que vai cagar
Precavido - Peida aos poucos para evitar cagar
Preguiçoso - Deixa sempre para peidar amanhã
Sensível - Peida e tem a sensação de estar cagando
Sentimental - Peida e suspira
Sádico - Peida dentro do elevador com outros dentro
Tímido - Tem vergonha de peidar, mesmo quando está só
Tumultuador - Peida no grupo e sai de fininho
TurcoPeida - de uma vez só para economizar
Viciado - Peida na mão pra cheirar
..................................................................................... da vinte
A professora pergunta a Joãozinho:

Quem pintou a monalisa? Quinze minutos para responder!!!

Só quinze, dá vinte?

.................................................................
é obvio

A professora numa sala de escola estadual , onde haviam crianças de todas as classes sociais, ensinava o uso da expressão " é óbvio".
Explicou, explicou, e entao começou a pedir que os alunos dessem exemplos em voz alta para a classe:

Primeiro, Albert, menino rico da classe alta deu seu exemplo:
_ Hoje, quando acordei, olhei para o estacionamento, e vi que apenas a BMW estava estacionada... então, "è óbvio" que papai foi trabalhar com a Ferrari...

Depois, foi a vez de Carlinhos, menino de classe media da cidade:
_ Hoje na hora do almoço, vi que tinha apenas um ovo na frigideira, pensei: "é óbvio" que todo mundo já almoçou, só sobrou meu ovo...

Então, pra terminar, Joaozinho, que morava na favela, deu seu exemplo:
_ Ontem de noite, depois que minha mãe acabo de cumé os bagaço das laranja que sobrô do almoço, ela pegô o jornal e foi pro banheiro. Aí eu pensei cumigo: "é óbvio" que ela vai cagá, ela num sabe lê...
.....................................................................................
gramatica

Joãozinho está na escola quando a professora chega e pergunta:
-joãozinho, qual é o tempo verbal da frase "eu era bonita"?
O menino que era fera em gramática, responde:
-passado, professora!
-E da frase "eu serei bonita"?
novamente ele se adianta e responde com clareza:
-Futuro, professora!
-E da frase "eu sou bonita"? pergunta a professora.
E Joãozinho...
-Bom, não posso dizer que é presente, professora, porque minha mãe disse que é feio
mentir...

.....................................................................................
"O MALAMEM"

Na escola a professora pergunta para mariazinha:
Mariazinha do que vc mais tem medo?
De mula sem cabeça professora.
Issso não existe, é apenas lenda.

E vc pedrinho?
De Saci Pererê professora.
Isso não existe é apenas lenda.

E vc Joãozinho, do que mais tem medo?
De Malamen professora.
Malamen??? Oque é o malamen?
Não sei não, mas deve ser um sujeito muito mal, pois a minha Mãe toda noite reza bastante e no final ela fala assim: LIVRAI-NOS DO MALAMEM.

.....................................................................................
1 São nos pequenos frascos... que cabem menos perfurme!
2 Quem cedo madruga, não pega ônibus lotado!
3 Deus iscrévi sértu... mas eu não!
4 Quem é vivo, sempre aparece... nas horas mais impróprias!
5 Prevenir é melhor que... ser pego de surpresa!
6 "Desgraça pouca é bobagem"... é bobagem!
7 Cautela e caldo de galinha não faz mal à ninguém... exceto à galinha!
8 Quem dá aos pobres... adeus!
9 É de menino que se torce... para o Corinthians!
10 Em rio que tem piranha... leve camisinha!
11 Quem tudo quer... tudo pede!
12 Quando um não quer... o outro insiste!
13 Água mole em pedra dura, tanto bate... até que cansa!
14 Um homem prevenido vale por dois... mas quem compra?
15 Roupa suja se lava... na máquina!
16 Em casa de ferreiro o espeto... é pra fazer churrasco!
17 Mais vale um na mão do que dois... no sutiã!
18 O que os olhos não vêem, o coração... nem se fala!
19 De pensar, morreu um burro... e aposto que ainda não entendeu!
20 Onde há fumaça... há sempre um chato pedindo para apagar o cigarro!
21 De médico e de louco, todo mundo... já está com o saco cheio!
22 Macaco velho não mete...
23 Em terra de cego que tem um olho... é caolho!
24 Quem o feio ama... namora em casa!
25 Para um bom entendedor... meia pala bas!
26 Mais vale um cachorro amigo... do que um que nos morde!
27 Quem nunca comeu melado... nunca vai ter cárie!
28 Quem não tem cão... não gasta dinheiro com veterinário!
29 Nunca deixe para amanhã... o que você pode fazer depois de amanhã!
30 Águas passadas... não dão cólera!
31 Devagar se vai ao longe... mas demora um tempão!
32 Depois da tempestade... o trânsito pára!
33 Em terra de cego, quem tem um olio, merda... errei!
34 A fé remove montanhas, a dinamite então, nem se fala!
35 A primeira impressão é a que fica, se o cartucho for novo!
36 Um dia é da caça, no outro o tiro falha!
37 A esperança e a sogra são as últimas que morrem!
38 Quem com ferro fere, vai preso!
39 Quem ri por último... ou é surdo ou retardado!
40 Antes tarde do que mais tarde.
41 Em casa de ferreiro, todo mundo leva ferro.
42 Há males que vêm para o bem... mas a maioria vêm para o mal mesmo.
43 O pior cego é aquele que não quer ver, não quer comer, não quer trabalhar, enfim, não quer fazer porra nenhuma!!
44 Os últimos serão desclassificados.
45 Quem cedo madruga, fica com sono o dia todo.
46 Quem não arrisca é porque não tem caneta.
47 Quem não deve, não precisa pagar.
48 Em terra de cego, quem tem um olho vê cada coisa...
49 De onde menos se espera é que não sai porra nenhuma!
50 Os últimos serão os primeiros... a reclamar.
51 Quem dá aos pobres nunca sobe na vida!
.....................................................................................
cumulos

Arrepio:Ver um banguela mordendo gilete.
Arrependimento:O carrasco sentir um nó na garganta depois de enforcar alguém.
Aventura:Fazer sexo oral com uma canibal.
Barulho:Duas caveiras transando em cima de um teto de zinco.
Basquete:Jogar a bola na cesta e ela cair no sábado.
Burrice 1: Ser reprovado no exame de fezes.
Burrice 2: Abrir a caneta para ver de onde sai as letras.
Censura:Proibir a mulher de abrir as pernas na hora do parto.
Chuva:Cumulus Nimbus.
Ciúmes:Brigar com a mulher porque só um dos gêmeos se parece com o pai.
Coincidência:No cinema, extrair meleca do nariz, fazer uma bolinha e, ao grudá-la debaixo do assento, encontrar outra.
Confiança:Jogar palitinho pelo telefone.
Concisão:Numa redação sobre um jogo de futebol, escrever: "Partida adiada devido ao mau tempo".
Decepção: Na final de uma Copa do Mundo, perder para a França por 3 a 0.
Desconfiança:Fazer compras e não poder pagar nem em dinheiro.
Desespero:Fugir de um incêndio, com uma faca na mão e prender o pau na porta!
Desperdício 1:Uma Kombi com dois politicos cair num abismo. (Numa Kombi cabem doze!)
Desperdício 2:Comprar um chapéu para quem vive perdendo a cabeça
Dificuldade:Tirar meleca do nariz com luvas de box.
Distração:Na lua de mel, levantar da cama, deixar 10 dólares na mesinha de cabeceira e ir embora.
Economia 1:Tirar cêra do ouvido e passar no chão.
Economia 2:Usar papel higiênico dos dois lados.
Educação:O viado sendo enrabado de quatro na cama, falar para o seu amante: "Desculpe-me por lhe dar as costas.".
Egoísmo:Não vou contar pra ninguém.
Ejaculação Precoce:O cara já está vestindo o pijama e a mulher ainda está tirando a camisola.
Elasticidade:Colocar um pé em cima do Pão de Açúcar, o outro no Morro do Corcovado e lavar o saco na Baía da Guanabara.
Engano:Uma minhoca entrar numa macarronada pensando que é uma suruba.
Escuridão:Um crioulo, numa noite escura, vendendo carvão no mercado negro.
Esperança:Travesti tomar groselha na esperança de ficar menstruado.
Esquecimento:Ih! Esqueci!
Exagero:Passar manteiga no Pão de Açúcar.
Feiúra:Olhar-se no espelho e ter sete anos de azar.
Força:Dobrar uma esquina.
Frigidez:No depois, você perguntar para a sua amante: "Você gostou?" e ela responder: "De quê?".
Futebol:Chutar a bola no Gol e acertar o Corsa.
Gentileza:Meu pau levantar para você sentar.
Globalização:Uma princesa inglesa e seu namorado egípcio, viajavam em um carro alemão dirigido por um motorista dinamarquês que encheu a cara de whisky escocês, sendo perseguidos em alta velocidade por fotógrafos italianos pilotando motocicletas japonesas. O carro bate em um túnel francês e a princesa é atendida por um médico brasileiro. Ela morre e seu corpo é levado para a Inglaterra em um avião americano.
Ingratidão:O adolescente entregar para o pai um vidrinho cheio de esperma e dizer-lhe: "Toma, não te devo mais nada!".
Inocência:A menininha de 12 anos espremer os peitinhos achando que é espinha.
Inteligência:Comer sopa de letrinhas e cagar em ordem alfabética.
Lerdeza 1:Apostar cor crida sozinho e pegar segundo lugar.
Lerdeza 2:Assistir corrida de lesma em câmara lenta.
Magreza 1:Usar Band-Aid ao invés de Modess.
Magreza 2:Se deitar numa agulha e se cobrir com a linha.
Maldade:Colocar tachinhas na Cadeira Elétrica.
Masoquismo:Escorregar nú num tobogã de gilete, cair uma piscina de álcool, tomar uma ducha de sal e se enxugar com Bom-Bril.
Naniquice:Sentar no chão e balançar as pernas.
Nojeira:Chupar o nariz de um mendigo morto até esvaziar sua cabeça.
Nulidade:Ser reserva de gandula.
Paciência 1:Limpar o cu do elefante com confetes!
Paciência 2:Vomitar de canudinho!
Pão-durismo:Atravessar um rio a nado, com um sorrisal em cada mão e chegar do outro lado sem que eles derretam.
Pontaria:Comer uma mulher grávida e acertar o cu da criança.
Azar:A criança ser você.
Precaução 1:Bicha tomar pílula.
Precaução 2: Ouvir um disco do Cazuza com agulha descartável.
Preguiça:Casar com uma mulher grávida de outro.
Rapidez 1:Fechar a gaveta e jogar a chave dentro
Rapidez 2:Cagar da janela do 14º. andar de um edifício, descer correndo pelas escadas e ao chegar na calçada olhar para cima e ver o cu piscando.
Rapidez 3:Correr em volta de uma sa e conseguir tocar as próprias costas.
Rebeldia:Morar sozinho e fugir de casa.
Respeito:Comer uma viúva com camisinha preta.
Sacanagem:Um mudo está na privada cagando e um cego chegar para mijar.
Sede:Tomar um ônibus.
Traição:Suicidar-se com uma facada nas costas.
Vaidade:Engolir um batom para passar na boca do estômago.
Vadiagem:A morte bater à porta e o sujeito não estar em casa.
Vegetarianismo:Levar a Carla Perez para o mato e comer o mato.
Visão:Derrubar 10 faixas pretas com um golpe de vista.
Vôlei:Você dar uma Manchete e acertar na Globo.
Falta do que fazer:Entrar na Internet e ficar lendo essas baboseiras.
Idiotice:Achar graça do que leu.

sábado, 1 de março de 2008

charges













a historia do palmeiras





História do Palmeiras

O navio "Colombo" acaba de chegar da Europa lotado de passageiros e de esperanças. Entre todos aqueles que desembarcaram e, pela primeira vez pisaram o solo nacional, estava Caetano Tozzi, o primeiro dentre os italianos a se registrar nos serviços brasileiros de imigração. Assim como as centenas de milhares de seus patrícios, Caetano trazia uma enorme vontade de trabalhar.

E ela seria mesmo necessária. A abolição da escravatura andava a passos largos e já se sabia que, cedo ou tarde, ela seria assinada, o que viria a acontecer seis anos depois. O País precisaria, então, de uma nova mão-de-obra e nada melhor que esta fosse a dos europeus, sobretudo a dos italianos que chegavam ao Brasil trazidos em virtude das notícias sobre fertilidade de nosso solo.

A vida de nosso personagem não foi melhor nem pior do que a da maioria dos "oriundi", como eram conhecidos os italianos que deixavam sua pátria. Nos quase 50 anos em que viveu no Brasil, este imigrante pôde mostrar o espírito aberto às coisas de nosso País, sem deixar de lado o amor pela velha, querida e então já distante Itália.

Mas houve um único detalhe, um pequeno item que marcou para sempre o nome de Caetano Tozzi e de uns poucos outros italianos: empresário, ajudou no parto da industrialização nacional. E, 15 anos antes de morrer, teve o orgulho de poder ser um dos fundadores do Palestra Itália. Ele não foi o único, é verdade, mas foi um deles. Era o início de um marco na história do futebol brasileiro e mundial.

Muito Semelhante à história de Caetano Tozzi é a dos italianos que se agrupavam no começo do século para matar, ou melhor, para amenizar a saudade da Itália. Todos os domingos, eles lotavam o Teatro São José para assistir a espetáculos líricos, que depois cantarolavam, ao entardecer, nos bondes de uma São Paulo, à época, ainda envolta em neblina e constantes garoas. Mas nem só de música vivia a colônia: o esporte também aparecia com destaque entre os "oriundi".

Em 1914, o hoje nacionalmente conhecido Clube Espéria se chamava "Societá dei Canottieri" (Sociedade dos Remadores). Lá, se jogava a bocha e, como dizia o próprio nome, se praticava o remo. Porém, o futebol começava a despertar paixões, já que há muito era praticado na Itália com o nome de "calcio".

Quatro italianos – Luigi Cervo, Ezequiel De Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti – eram os mais animados dentre aqueles que moravam no então totalmente italiano bairro do Brás. Eles se encantaram com a visita do Torino e do Pro Vercelli, times do futebol italiano, e resolveram que os filhos da Itália e os filhos dos filhos da Itália também precisavam de uma equipe de futebol.

Nasce o Palestra

Mal o Torino e o Pró Vercelli embarcaram de volta à Itália e os quatro italianos — Luís Cervo, Ezequiel Simone, Luís Emanuelle Marzo e Vicente Ragonetti — arregaçaram as mangas no intuito de fundar o clube com o qual tanto já sonhavam. Não haveria mesmo momento mais propício, já que toda a comunidade italiana se encantara com a presença das duas equipes patrícias.

Na época, circulava em São Paulo um jornal, o "Fanfulla", órgão oficial e porta-voz voltado aos italianos, que trazia, sempre, notícias da Velha Bota. Como Ragonetti era um de seus fundadores, não teve dúvidas em conclamar a presença de todos os conterrâneos, na edição do dia 19 de agosto de 1914. O texto era o seguinte: "Todos os quais desejarem participar da criação de um clube italiano de calcio (futebol) devem comparecer às 20h00 no número 2 da Rua Marechal Deodoro para a reunião de fundação do Palestra Itália". O nome do clube, como se vê, já estava decidido antecipadamente.

Muito se esperava, mas pouco se conseguiu. As pessoas pensaram que o clube teria, como os outros da época, recitais e bailes. Mas não: os quatro rapazes estavam decididos que o carro-chefe do Palestra Itália seria o futebol, e disso não abririam mão. Após muita discussão e o impasse a que se chegou, foi desfeito o engano. Os descontentes e decepcionados se foram, e uma nova reunião foi marcada para a semana seguinte, dia 26 de agosto de 1914. Nela, enfim, seria fundado o Palestra Itália.

Foram seis longos dias de muita expectativa. Cervo, Simone, Marzo e Ragonetti mal puderam esperar até que chegasse aquela data. Mas, enfim, o dia 26 de agosto de 1914, uma quarta-feira, entraria para a história. Exatamente na hora marcada, estavam presentes ao número 2 da Rua Marechal Deodoro exatas 46 pessoas, hoje consideradas os fundadores do clube.

É verdade: esperava-se mais gente. Mas, ao menos os quatro jovens tinham a certeza de que aqueles outros 42 homens sabiam exatamente o que poderiam esperar do Palestra Itália – pelo menos, em seu início, esta seria uma agremiação de calcio. Ou de futebol, como chamavam-no os brasileiros.

Muita alegria, gargalhadas e confraternização, um bom vinho para brindar mais um "oriundi" que nascia. Mas, e o dinheiro? Em meio à paixão característica do italiano, este detalhe fora relegado ao segundo plano. O mais importante era fundar um clube. Só que, feito isso, o que era secundário passou ser primordial. E se percebeu, então, que havia pouco, ou quase não havia. Foram tempos difíceis.

Primeiros Presidentes

Claro que a honra de se tornar o primeiro presidente do Palestra Itália caberia a um dos quatro principais batalhadores do seu surgimento. Daí o grande problema que herdou, um segundo após ser eleito, Ezequiel Simone. Não bastassem os bolsos vazios, aquele italiano se viu às voltas também com uma série de conflitos de interesses, já que todos os 46 sócios-fundadores se julgavam no direito – e de fato o tinham – de fazer valerem suas opiniões particulares.

Pressionado, Ezequiel Simone permaneceu no comando por apenas 19 dias, cedendo seu posto a Augusto Vicari.

Lá fora, o mundo fervia. Ainda que à distância e com poucas informações, já que os meios de comunicação não tinham nem um ínfimo da potência que hoje possuem, sabia-se que toda a Europa estava envolta numa disputa bem menos nobre do que a da presidência do Palestra Itália: a Primeira Guerra Mundial.

A Itália lutava contra o kaiser alemão Guilherme II, mas a força do general germânico era muita. Tanta, que o governo não teve outra alternativa senão recrutar italianos espalhados por todos os cantos do mundo a também defenderem as cores de sua pátria. E, italiano legítimo, Vacari não fugiu à regra: arrumou suas poucas malas e embarcou num navio, fazendo o caminho de volta tão pouco tempo depois de ter chegado. Em seu lugar no Palestra assumiu Leonardo Paseto.

O primeiro jogo, a primeira vitória

Mas, se a falta de dinheiro do novo clube já era enorme antes da guerra, após sua instalação aumentou ainda mais. Tudo porque a colônia deixou de enviar ao Palestra os fundos que costumeiramente fazia. Não eram muitos, mas eram alguns. Tal dinheiro passou a ser enviado à Cruz Vermelha e à Pró-Pátria, instituições que ajudavam a Itália a enfrentar os poderosos canhões alemães.

Desesperado, vendo-se sem saída e sem fundos até mesmo para o pagamento das contas de água e luz, Paseto chegou à conclusão de que o melhor para todos, inclusive para o Palestra, seria a sua morte. Dali a pouco, acreditava, a guerra terminaria e, então, todos se reuniriam para ressuscitar o querido clube e o tornar grande e forte.

Mas não era desta forma que um dos idealizadores, Luís Cervo, pensava. Quase sempre calado, ele resolveu intervir de forma mais direta, como nunca fizera antes. Um murro na mesa e o juramento de que o Palestra não iria morrer, que o seu ideal e o dos outros três jovens imigrantes – Ragonetti, Marzo e Simone – haveria de vingar. "Uma partida de futebol! Temos que organizar uma partida de futebol!", gritou Cervo. "Assim mostraremos que estamos vivos e que seremos grandes!", concluiu.

A partida que seria a primeira do clube teria, claro, de ser vencida. Afinal, como provar à colônia e boa parte dos fundadores de que o Palestra Itália mereceria uma nova chance se, logo de cara, uma grande derrota surgisse.

Porém, a grandiosidade estava mesmo nos planos desta grande paixão. Assim, escolhido o adversário, o Savóia, clube da colônia italiana na cidade de Sorocaba – que é bom frisar: de fraco nada tinha – o time começou a treinar muito para que um grande papel fosse feito. A fim de chamar a atenção de todos os patrícios da região, ficou acertado que tudo o que se arrecadasse seria entregue à Cruz Vermelha italiana. Assim foi dito e assim foi feito, com a entidade beneficente recebendo 200 contos, uma fortuna na época.
Domingo, 24 de janeiro de 1915. Aquela tarde entrou definitivamente para a história não só do Palestra/Palmeiras, mas também de todo o futebol. Foi exatamente às 15h00 que o primeiro time do Palestra entrou em campo. Os 11 heróis que vestiram a camisa azul com a faixa branca, levando sobre o coração o distintivo contendo a cruz da Casa Real de Savóia, foram Stilittano; Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Vale; Cavinatto, Fiaschi, Alegretti, Amílcar e Ferré.

Em campo, nada de muito amigável, apesar de se tratarem de duas equipes italianas. Jogo duro, disputado, mas que quiseram os deuses do futebol acabasse sendo vencido pelos italianos do Palestra e não pelos italianos do Savóia. O placar de 2 a 0, construído com os gols de Bianco e Alegretti, deu um novo sopro de vida ao Palestra, pouco antes fadado ao esquecimento.

De fora, olhos lacrimejados de emoção, sabor de vitória e de dever cumprido, estava Luís Cervo. Ele sabia que, dali em diante, seria impossível acabar com o clube que ele e muitos outros, apesar do pouco tempo, já tanto amavam.

Perseguição obriga Palestra mudarem de nome

Lembramos logo nos primeiros capítulos de "Nossa História" que as guerras mundiais sempre foram parte importante na vida do Palestra Itália. A primeira, que eclodiu em 1914, por muito pouco não causou o fim do clube que há apenas alguns meses nascera, já que todos os fundos que os "oriundi" inicialmente doariam para a nossa fundação passaram a ser enviados à Cruz Vermelha italiana. Não fosse a ação de homens como Luigi Cervo, como contamos, e certamente hoje não existiria o Palmeiras.

Mas a I Guerra Mundial não teria uma importância tão grande na vida do alviverde quanto a segunda. Vítima de um nacionalismo exacerbado e por isso mesmo absurdo, o Palestra Itália teve que se curvar às pressões e aos escusos interesses alheios sob pena de, caso resistisse mais do que resistiu, ver seu patrimônio dilapidado e terminando em mãos indevidas. Antes, porém, de explicar porque a guerra influenciou a vida do Palestra/Palmeiras, creio ser necessário discorrer um pouco sobre o conflito.

Em 1942, a Segunda Grande Guerra estava no auge. Havia ameaças de bombardeios em todos os cantos do planeta, tal a força que tinha a temível Luftwaffe, a força aérea alemã. O risco era tão iminente que, mesmo em locais em que poucos acreditavam que bombas pudessem cair, como São Paulo, aconteceram blecautes propositais. Por determinação do governo, todas as luzes da Cidade, inclusive as das residências, foram algumas vezes apagadas das 20h00 às 22h00. Tratava-se de um treinamento: se um bombardeio acontecesse à noite, este ato atrapalharia a ação do inimigo, que perderia os pontos de referência para os alvos.

Tal atitude só foi tomada em 1942, praticamente três anos após o início da II Guerra Mundial, porque foi este o tempo em que o Brasil conseguiu ficar "em cima do muro" da questão. O presidente Getúlio Vargas demorou o quanto pôde para decidir entre os aliados, liderados pela Inglaterra e pelos Estados Unidos, ou pelo Eixo, que tinha a Alemanha como estrela principal e a Itália e o Japão como coadjuvantes. A relutância entre optar por um ou pelo outro lado, ainda que a postura nazista deixasse bem claros seus nefastos propósitos, se deu principalmente por questões econômicas: enquanto não tomasse partido, o Brasil poderia se valer financeiramente da luta nos dois lados.

Houve, também, a questão política, já que na ditadura em que estava o País naquela época existiam, entre os políticos de Vargas, simpatizantes do Fascismo criado pelo líder italiano Benito Mussolini.

Getúlio, desta forma, só decidiu optar pelas forças aliadas quando recebeu uma pressão do então presidente norte-americano, Franklin Roosevelt: os aliados precisavam utilizar o litoral do Rio Grande Norte, ponto estratégico na geografia do conflito, para a construção de bases aéreas e marítimas. Em troca, cerca de US$ 20 milhões seriam doados para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, menina-dos-olhos do então ditador. Se não cedesse seu território, tal postura seria considerada uma "má vontade" para com os aliados. Comentava-se até pelos quatro cantos do País, em tom irônico, que se não atendesse ao pedido dos Estados Unidos o Brasil poderia se tornar mais um "Quinta Coluna", como ficou conhecido o serviço de espionagem que a Alemanha de Adolf Hitler espalhou pelo mundo.
Tal pressão surtiu efeito: cedemos Natal para os americanos e, a partir de então, tornamo-nos inimigos das forças do Eixo. Mas o motivo "oficial" da entrada brasileira na II Guerra Mundial foi outro: a frota alemã afundara navios civis brasileiros em nossas águas territoriais e foi este o fato que fez o Brasil declarar guerra à Alemanha e, por conseqüência, também a seus comparsas. Com a decisão de enviar tropas à Europa, o Exército brasileiro surpreendeu o povo, que sempre brincalhão dizia que nossos pracinhas só iriam à luta no dia em que cobra fumasse.

Teoricamente, o Palestra, apenas um time do futebol brasileiro, nada tinha a ver com tudo isso, certo? Mas um ato de Getúlio Vargas acabou fazendo nosso clube, literalmente, entrar na guerra. Por meio de um decreto-lei, assinado em junho de 1942, o presidente obrigava todas as instituições esportivas que tivessem nomes estrangeiros a mudar suas denominações. Por quê? Ninguém sabia explicar quais as vantagens que isso daria ao Brasil, mas lei é lei e, pelo menos naquela época, teve de ser cumprida.

Desta forma, o Germânia passou a ser Pinheiros; o Espanha, de Santos, Jabaquara; e o São Paulo Railway, Nacional. Até a Portuguesa de Esportes, que não precisava mudar nada, passou a se chamar Portuguesa de Desportos, se bem que ninguém viu muita diferença em tal alteração. Havia, naquela época, outros dois Palestras Itália no Brasil: um em Belo Horizonte e outro em Curitiba. Estes, claro, também tiveram de mudar seus nomes, passando a se chamar Cruzeiro o de Minas Gerais e Coritiba o do Paraná.

Mas a mudança mais traumática foi mesmo a nossa, a do Palestra Itália de São Paulo, pois que então, sem dúvida, já se tornara um dos grandes do futebol brasileiro. Houve profunda relutância por parte de diretores, conselheiros e torcedores em aceitar tal imposição governamental. E mais tarde nasceria o Palmeiras.

Hino do Palmeiras

Quando surge o alvi-verde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra
(repete)

Por nosso alvi-verde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra